• Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018
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o que faço com meu FGTS?

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o que faço com meu FGTS?

O governo federal autorizou o saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com o objetivo de incentivar a atividade econômica por meio do aumento do consumo.

Tal medida tem lá suas polêmicas. Dentre elas, merece destaque o impacto negativo que saque das contas inativas do fundo irá ocasionar ao crédito imobiliário, haja vista que os recursos das contas do FGTS são utilizados pela Caixa Econômica Federal para financiamento imobiliário a juros módicos.

As dúvidas sobre o que fazer com os recursos sacados têm sido frequentes e têm deixado muitas pessoas apreensivas. Afinal, o que fazer com o dinheiro?

Embora o cenário político nacional, totalmente contaminado, seja de aversão ao risco (medo generalizado de investir e/ou consumir), a ideia do governo de liberar os saques não é de todo ruim.

Em economia, existe o chamado fluxo circular da renda, que demonstra, dentre outras coisas, que os salários pagos aos trabalhadores, primeiramente, são custos para os empresários, mas, posteriormente, tornam-se receitas para os capitalistas, quando os trabalhadores realizam seus gastos. 

Tal fato tem uma séria implicação: quando um trabalhador diminui seu consumo, ele está sequestrando renda de alguém (empresário), a não ser que haja investimentos produtivos (construções, compras de novas máquinas e equipamentos) suficientes o bastante para colocar em circulação os recursos não consumidos (poupados) pelos trabalhadores.

Por incrível que pareça, se um indivíduo, isoladamente, poupar mais, ele ficará mais rico, todavia se a sociedade como todo fizer isso, toda a coletividade ficará mais pobre. Tal fenômeno é conhecido por paradoxo da poupança. Pois a diminuição do consumo, sem aumento correspondente dos investimentos produtivos, levará ao fechamento de empresas e ao aumento de desemprego, o que diminuirá a renda agregada (PIB) gerada por uma economia. 

Portanto, como os empresários, por motivos óbvios, estão pouco dispostos a investir atualmente em nosso país, seria bastante salutar que as pessoas, que estejam com a vida financeira em ordem, usem os recursos do FGTS para realizarem projetos que se encontram engavetados, como àquela desejada reforma do imóvel, a compra de um mobiliário novo ou, até mesmo, a sonhada segunda Lua de Mel.

Tal atitude irá aumentar o consumo, impedirá que mais empresas fechem as portas e evitará o aumento do desemprego. Mas alguém poderá indagar: isso não ajudará indiretamente o Temer e sua alcateia? Ajudando ao Brasil, estaremos ajudando indiretamente aos brasileiros, a quem pertence, de fato, esse país e seu futuro.  De resto, vigiemos para que o poder judiciário e as urnas cumpram o seu papel dentro das normas exigidas pela nossa democracia, que inclusive demandam que se transcorra o devido processo legal no qual o amplo direito a defesa é peça fundamental.

Por fim, para as pessoas que possuem dívidas bancárias de qualquer natureza, a recomendação é usar os recursos do FGTS para quitar, ou diminuir, o valor dessas dívidas, tendo em vista as pornográficas taxas de juros que incidem sobre as mesmas em nosso país. 

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