• Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Posso confiar em você?

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Posso confiar em você?

Existem pessoas que apresentam medo e dificuldade em confiar em outras pessoas. Essa desconfiança pode ocorrer depois de episódios, fatos decepcionantes, frustrações com as atitudes de outras pessoas e, em alguns casos, através do medo de perder suas posses, posição ou poder.

Conviver com esse medo e com essa desconfiança dos outros é muito prejudicial, pois faz com que todas as suas relações sejam comprometidas. Relações estas que podem acontecer em alguma esfera como: trabalho, amor, amizade, família, escola ou, até mesmo, em todas elas.

Essa desconfiança pode ir se agravando até desenvolvermos pensamentos paranóides em relação a tudo e a todos, podendo chegar a ser uma doença como a Pistantrofobia – que é o medo excessivo de confiar nas pessoas, ou, o Transtorno de Personalidade Paranóide – desconfiar de tudo e de todos, imaginando que sempre as pessoas podem lhe fazer algum mal.

Realmente, hoje está mais difícil adquirir confiança nas pessoas, pois vivemos em tempos, no qual existe a evidente perda de princípios, valores morais, respeito e ética. No entanto, não podemos sucumbir a isto. Vivemos em sociedade e devemos aprender a lidar com estas situações.

Nossas ideias não podem ser baseadas nos nossos medos. Medos são reações normais frente às ameaças. Devemos identificar a real necessidade de alimentá-los ou não. Devemos saber analisar as situações reais, seus prós e contras, seus benefícios e perdas. Todas as situações possuem dois lados.

Devemos saber confiar! Confiar não é imaginar que nada possa dar errado numa relação! Não existe como prever ou acreditar em uma situação perfeita. Ter a consciência que pessoas podem errar e não nos iludir é o que nos garante lidar da melhor forma com as situações.

Quando nos apaixonamos, muitas vezes idealizamos a pessoa e perdemos o contato com o que realmente ela é, com suas qualidades e seus defeitos. 
No trabalho, idealizamos colegas, chefes e passamos a não perceber que somos mais um na organização.  Ou começamos a pensar que todos possam “querer nos derrubar”,  que estão contra, não enxergando que podem ser úteis e ajudar.

Aprender a viver em sociedade é saber considerar que as pessoas não são perfeitas, mas também não são totalmente ruins. É saber identificar quem vale a pena continuar junto na nossa caminhada ou devemos nos afastar, porque mais nos prejudicam, do que nos ajudam a crescer.

Devemos parar de nos iludir com um mundo perfeito, utópico, e viver construindo relações verdadeiras, analisando a realidade dos fatos e não nos baseando em ideias apaixonadas ou medos sem fundamento.

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