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Na Penumbra do Silêncio

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Na Penumbra do Silêncio

Matéria publicada na REVISTA BEMPORTO em julho de 2014 
Por Heloisa Souza / Fotos de Paulo Henrique Baldini e Nilson Araujo

De olho no progresso, Porto Feliz vem se esquecendo do seu passado. Prova disso é a situação atual do Museu das Monções, que tem importante significado à história da cidade. Fecharam-se suas portas há mais de quatro anos para reforma e até o momento continua da mesma forma, vazio por dentro.

O museu foi construído no século XIX, em taipa de pilão. Inicialmente era um prédio residencial do capitão-mor, José Manoel de Arruda e Abreu. De 1908 a 1950, passou a funcionar como grupo Escolar Coronel Esmédio, onde muitos porto-felicenses aprenderam a ler e escrever e, em 1965, passou a abrigar o Museu, que foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 1982.

No início de 2010, o Museu foi fechado para reforma e, em 2013, a empresa responsável pelo projeto de restauração apresentou o projeto de como deve ficar o Museu após as obras. Nessa primeira fase, o custo apresentado foi de R$ 450 mil, que seria financiado pelo Governo do Estado através do Proac (Programa de Ação Cultural), mas no final, a reforma deverá custar entre R$ 3 e 5 milhões ao governo estadual.

No entanto, desde então, a única obra feita no prédio foi a contenção para sustentar as paredes frontais do prédio (para assim sustentar o piso superior, conforme a perícia), a manutenção do telhado e a reforma da calha, feita no governo anterior. Em maio deste ano, a Tribuna das Monções divulgou uma matéria levantando a hipótese em abrir o Museu parcialmente para a Copa do Mundo e afirmando que as escoras na fachada frontal seriam desnecessárias. Essa matéria gerou polêmica na Câmara de Vereadores. Segundo o jornal, um laudo da empresa Ycon Engenharia comprova que não existia risco do Museu desabar e que a estrutura de madeira era exagerada e tinha efeito mais psicológico do que técnico. O vereador José Eud contestou essa informação e disse que uma das engenheiras da empresa responsável pela restauração afirmou que essas estruturas eram necessárias para evitar desabamentos futuros e que abrir o museu poderia prejudicar a restauração. 

Enquanto as discussões continuam na contramão dos ventos favoráveis, as obras e peças do local foram transferidas para outro lugar e parte está exposta em uma galeria no Shopping Porto Miller Boulevard. A única coisa que sobrou foram as lembranças, que estão sendo esquecidas dia após dia. Por este motivo, a revista BEMPORTO fez um tour dentro do Museu das Monções e mostra como esse patrimônio histórico está atualmente.

Em suas paredes, por baixo de dezenas de camadas de tinta, é possível observar as etapas de restauro, pinturas originais, desenhos nas paredes, entre tantas outras lembranças de um tempo onde as pessoas podiam ver parte da história que formou seu povo. Hoje, vazio. Agora, nos resta torcer para que o projeto de restauração saia do papel e que o Museu possa ser reaberto novamente, dentro das possibilidades reais administrativas, afinal uma cidade sem lembranças perde sua identidade no futuro.

Confira as fotos:

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