• Terca-Feira, 18 de Dezembro de 2018
  • Porto Feliz - Boa noite

Fazendo a Diferença

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Fazendo a Diferença

Tudo começou com uma conversa entre amigas. Cinco mulheres enfrentando o mesmo problema, em busca de orientações sobre como lidar com suas doenças, decidiram unir suas forças para se ajudarem e, deste fio de esperança, surgiu o Grupo Acreditar, que atua em Porto Feliz há quase seis anos, apoiando e dando assistência às famílias que têm pacientes com câncer.
Nesta entrevista, que abre o 4º ano da revista BEMPORTO, você vai conhecer a história de  pessoas anônimas que, mesmo com tantos problemas,  algumas ainda com uma doença que até hoje é um grande tabu, resolveram se ajudar e espalhar esta ajuda a quem estivesse precisando. Denise Franguelli Haiashida, presidente da Associação Acreditar desde a sua criação, fala da origem do grupo, do trabalho realizado e como as pessoas que precisam desta ajuda podem fazer para ser um assistido do grupo. Confira.

Como nasceu o Grupo Acreditar?
Nasceu da união de cinco amigas com câncer que, na dificuldade de encontrar respostas, informações, orientações sobre o que fazer, começaram a se reunir com o propósito de se ajudarem e também ajudar outras pessoas que estivessem passando pelos mesmos problemas em decorrência da doença. Então, as pessoas necessitadas começaram a se unir neste propósito. A primeira conversa foi em dezembro de 2010 e no início do ano seguinte, em janeiro de 2011, começamos a nos reunir a cada 15 dias e cada uma chamava outras pessoas para participar. Tivemos a ideia de fazer o primeiro almoço beneficente – a Cearense em prol do Grupo Acreditar e, ficamos muito agradecidos da resposta que encontramos no povo de Porto Feliz, tivemos muitas doações e vendemos muitos convites, isso possibilitou iniciarmos o nosso trabalho.

Como surgiu o nome?
Sempre nas reuniões, dizia-se “vamos acreditar que conseguiremos...”. Para tudo se falava em acreditar, até que alguém teve a ideia de colocar esse nome no grupo, surgindo, dessa forma, o “Grupo Acreditar – de Apoio às Pessoas com Câncer”.

Você está neste grupo desde este início?
Não. Eu fui uma das convidadas que começou a contribuir com o grupo, logo no início. 

Você foi convidada por que tem câncer?
Não.

Como estas pessoas, sem relação com a doença começaram a participar do grupo?
Com a necessidade de comprar remédios e suplementos para os que não tinham dinheiro, estas amigas começaram a fazer bingo e chamar os amigos para ajudar na divulgação do evento. Assim, foram chegando pessoas dispostas a ajudar o grupo. Disso, outras pessoas, amigos e conhecidos, que não tinham câncer, começaram a fazer parte. Dentre tantas, destaco a professora Andrea que era vereadora na época e nos ajudou muito, e Mara Faustino que arregaça a manga como ninguém para ajudar o próximo. Chegamos a ter 40 pessoas no início.

Como que este grupo se estabilizou?
Com a participação de cada um, começamos a arrecadar muitas roupas para o bazar, muitos ajudavam na compra de medicamentos e suplementos. Como nosso grupo se baseia na ajuda da necessidade emocional e financeira, ou seja, não temos grande estrutura com profissionais da saúde, por exemplo, a estabilidade do grupo se firmou com a venda de roupas nos bazares que fazíamos e nos eventos que realizávamos para arrecadação de verbas. Assim foi, fazíamos bingos, rifas, artesanatos para arrecadar fundos para ajudar as pessoas que não tinham dinheiro para comprar medicamentos e complementos alimentícios para o tratamento. Com isso, começamos a perceber que a coisa era bem maior, então sentimos a necessidade de ver como outras instituições trabalhavam.

Quais instituições visitaram?
Decidimos visitar algumas organizações que já prestavam esse tipo de serviço a sociedade, então fomos conhecer o “Mais Vida” de Itu e vimos como eles trabalhavam. Visitamos o “AMA – Associação Mão Amiga” de Laranjal Paulista e constatamos que o trabalho realizado por eles era o que queríamos fazer em nossa cidade.

Como é o trabalho do AMA?
A sede do “AMA” é uma casa relativamente grande, o que permite a eles desenvolverem o trabalho de venda dos artesanatos e roupas usadas (bazar) no local, além de possuírem uma cozinha bem equipada para a fabricação de pães, bolos e outros produtos que também são vendidos com o intuito de aumentar a arrecadação financeira da instituição. Os voluntários do “AMA” também fazem as sopas para os assistidos que não possuem ninguém para cuidar deles.  Após a visita ao “AMA” voltamos para casa com uma vontade muito grande de fazermos esse mesmo trabalho em Porto Feliz.

Com o crescimento, o grupo continuou se reunindo na casa destas pessoas que o iniciaram?
Não cabia mais, não tínhamos mais espaço. Então, tivemos que buscar um lugar maior que suprisse nossa necessidade física de estocar as roupas e os calçados do bazar, os materiais como fraldas geriátricas, aparelhos e suplementos que arrecadávamos. Começamos, então, a procurar um local onde pudesse ser a nossa sede para começarmos a trabalhar. Surgiu a ideia de utilizarmos o prédio do antigo Hospital Dr. Bezerra de Menezes (Grilo) como sede do Grupo, uma vez que por problemas anteriores, se encontrava inutilizado. Conversamos com os diretores do Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes, explicamos o que pretendíamos fazer, que era um trabalho voltado para a área social e eles ficaram muito contentes com nossa iniciativa, pois vinha de encontro com os propósitos do Centro Espírita, que é de ajudar as pessoas. Então, o espaço foi cedido para que pudéssemos começar a trabalhar. Com isso, nasceu efetivamente o Grupo Acreditar. Criamos um Estatuto, elegemos uma diretoria para prestar contas do dinheiro da venda, do estoque. Oficializamos a entidade, adquirimos nosso CNPJ e começamos a trabalhar mais adequadamente para suprir a demanda que só aumentava.


O Hospital do Grilo abrigou o Grupo Acreditar até o prédio ser vendido

O trabalho do Acreditar é tipo o AA onde os viciados se reúnem para compartilhar seus problemas e avanços no tratamento?
Não. As reuniões são feitas por pessoas voluntárias que buscam enxergar a necessidade de cada situação, de cada assistido e, assim, ver o que no que o grupo pode ajudar. Com o tempo, começamos a pensar num projeto para trabalhar com os assistidos, para que eles também interagissem mais com o grupo e não só fossem atendidos. Isso para que eles próprios também se sentissem úteis com a causa, de modo que pudessem contribuir e também se ajudarem mutuamente. Desta integração, e do crescimento do bazar, surgiu o projeto ‘Encontrando Vidas’, que reúne os assistidos, faz palestras e busca ouvir a necessidade e também dar espaço para o compartilhamento.

Fale mais sobre este projeto.
É um grupo de terapia quinzenal, realizado aos sábados, na sede do Acreditar, das 14 às 16h, que oferece tratamento psicológico para pacientes com câncer e seus familiares. Os facilitadores são psicólogos e assistente social, assim como todos os palestrantes convidados para este encontro, são voluntários. Ao final do encontro é oferecido um coffee-break para uma confraternização e maior interação entre todos.

E como funciona o trabalho de encontrar estas pessoas? O Grupo Acreditar é quem vai atrás?
Com a divulgação da entidade, aos poucos, as pessoas começaram a conhecer melhor o trabalho e passaram a nos procurar. Trabalhamos em parceria com a prefeitura, através da Secretaria de Saúde, onde pedimos para que divulguem nosso trabalho assistencial aos doentes, para que eles busquem pelo grupo, porque a gente não pode simplesmente ir atrás de algum doente por estar doente, ele precisa querer ser ajudado, precisa entender que estamos aqui para ajudá-los, mas de forma que eles não se sintam invadidos. Não é nenhuma imposição, por este motivo, é que dependemos da visibilidade e divulgação, para que eles tomem a iniciativa de nos procurar. 


Atualmente, a sede e o bazar estão localizados em um imóvel na praça do Largo da Penha

E como funciona a divulgação?
Através da Secretaria de Saúde, que nos ajuda muito com esta intermediação. Somos uma mão amiga da Saúde. Temos também a Caminhada de Conscientização do Câncer, que já fazemos há cinco anos. Vamos também nos Postos de Saúde, nas Escolas, nas feiras, distribuímos folhetos, damos palestras e, desta forma, divulgamos nosso trabalho à toda população.

E o Grupo Acreditar já traçou um perfil do câncer na cidade? Já é possível determinar quantas pessoas em situação de câncer existem em Porto Feliz?
Especificamente não. A Secretaria de Saúde tem um levantamento, mas existem os casos em que o próprio doente ou não sabe ou não quer ser tratado, então esconde até mesmo da família. O Grupo Acreditar, de 2011 até hoje, já atendeu mais de 200 assistidos.

O que precisa ser feito para que o doente busque o Grupo Acreditar?
Precisa que ele se abra para a doença. Ainda existe muito tabu acerca do câncer, muita discriminação em torno disso. Aquela coisa que se dizia antigamente, que o câncer era tido como ‘coisa ruim’, ‘doença ruim’, ‘doença de morte’, ainda é muito forte. Por mais que a tecnologia voltada para o tratamento tenha avançado, o medo e os paradigmas ainda são muito fortes. Isso inibe muito o doente e a gente precisa mudar este foco, nem todo câncer mata. É preciso entender que o doente precisa buscar ajuda e quanto antes ele se propor a querer ser ajudado, antes ele se livra da doença. Claro que há muitas exceções, como tipos de câncer mais agressivos, mas, mesmo nestes casos, trabalhamos para que o doente entenda e aceite a situação de forma que ele passe por este período de maneira menos dolorosa, principalmente no âmbito emocional e familiar. Porque um doente com câncer adoece a família toda, se esta não tiver estrutura para enfrentar a doença e não buscar ajuda para isso.

Como funciona hoje o trabalho do Grupo, especificamente, quando envolve profissionais da saúde, como psicólogos, por exemplo?
São profissionais que se dispõem a ajudar o próximo, através do Grupo Acreditar, de forma voluntária de desprendidos de qualquer troca, por assim dizer. São pessoas iluminadas que enxergam na união da nossa força e intenção, o amor ao próximo e aos mais necessitados. 

O Grupo Acreditar está construindo uma sede própria. Como será este atendimento?
Se conseguirmos, através de parcerias e também com a própria prefeitura, profissionais como nutricionistas e psicólogos que passem a trabalhar com a gente, na nossa sede, uma vez por semana, passar lá para atender os assistidos, seria um próximo passo a ser dado. Por enquanto, nossa sede ainda é uma obra e estas ideias, por enquanto, estão limitadas no possível para o momento. Mas queremos ter uma parceria sim com a prefeitura para que ela disponibilize seus profissionais para atender o Grupo Acreditar em nossa sede, quando estiver pronta.


A nova sede está sendo construída num terreno doado pela prefeitura

Vocês recebem algum subsídio da prefeitura?
Não e nem gostaríamos de entrar nesse campo, porque envolve política, a verba é pequena e a burocracia da papelada é tão extensa que a gente não tem condições de trabalhar com isso. O Grupo Acreditar é feito de pessoas voluntárias e estes trâmites carecem de profissionais para fazer o trabalho, e isso gera custo para o grupo. De certa forma, não compensa por enquanto. Porque para você prestar contas você precisa apresentar orçamentos, laudos médicos, e, com tudo isso, ao invés de trabalharmos efetivamente no problema dos assistidos, trabalharíamos para preencher papeladas. Pretendemos, futuramente, se inscrever como Entidade Federal. Aí sim, iremos atrás de verbas filantrópicas, através de empresas multinacionais que investem nestas entidades e o processo é muito mais simples. Você não vai deixar de prestar conta, mas é um processo menos burocrático quanto é com o governo.

Fale um pouco sobre o Porto Feliz Fest Show, que o Grupo Acreditar promoveu no ano passado.
Foi um evento em prol ao Hospital Amaral Carvalho, de Jaú. Foi uma ação social em conjunto com o hospital que está construindo casas de apoio para as famílias que precisam acompanhar os assistidos durante o tratamento.  O Hospital Amaral Carvalho é referência em oncologia e vai gente da região inteira para ser tratada lá. Então, as famílias ou acompanhantes precisam de lugar para dormir. E é esta causa que nos dispomos a ajudar, porque eles nos têm dado muita ajuda também, com relação aos nossos assistidos. É uma troca mútua. O Grupo Acreditar se ofereceu como voluntário às causas do hospital, pela sua excelência e por atender muito a cidade de Porto Feliz. O próximo Porto Feliz Fest Show, neste ano, será nos dias 27 a 29 de outubro. Não formatamos exatamente como será o evento, mas estamos firmando umas parcerias com grupos da cidade. Da verba arrecadada, 20% ficam para o Grupo Acreditar e o restante vai para o hospital de Jaú. É a gente ajudando a gente mesmo lá. Estamos começando a venda do show de prêmios. O valor é R$ 10 , terá o sorteio de uma moto, R$2 mil em dinheiro e mais três televisões. Compre e ajude.

Como funciona esta parceria com o hospital?
O Dr. Eduardo, que é o diretor do voluntariado do hospital, passa visitar todas as entidades que trabalham com eles. E ele fala que o nosso trabalho, como entidade, é fazer com que o paciente tenha condições de passar pelo tratamento e que não pare o tratamento. Assim, o Grupo Acreditar trabalha na assistência com a família. Por exemplo, se a renda da família não permite que o doente tenha condições de se alimentar bem, a gente entra com a alimentação. Se não tem dinheiro para o medicamento, a gente entra com o medicamento. Nosso foco é fornecer condições para que o doente passe pelo tratamento. O Dr. Eduardo diz que as cidades que têm este tipo de assistência às pessoas com câncer, o índice de cura é 30% maior do que as cidades que não tem, porque damos condições para que ele não pare o tratamento.

Destes assistidos, o Grupo Acreditar, pede alguma contrapartida da família?
A única coisa que a gente pede é que ele nos ajude na divulgação do nosso trabalho, que ajude a vender ingressos para os eventos que realizamos. Estas coisas que não oneram o bolso da família. Por exemplo, um almoço, eles podem contribuir ajudando e, assim, podemos ajudá-los novamente. Claro que não é nenhuma imposição, eles ajudam se quiserem, mas é uma forma de se sentirem engajados na mesma causa que é o tratamento de seu ente querido. Eles mesmos se dispõem a ajudar o Grupo. Nada impede que a família nos ajude, basta querer.

O que a pessoa com câncer tem que fazer para ser um assistido do Grupo Acreditar?
Além do que já foi dito, ele tem que vir fazer um cadastro, deixar uma cópia dos documentos, comprovante de endereço e, o principal, uma cópia do laudo de sua doença. O Grupo Acreditar só atende pessoas que tem este tipo de doença, seja o tipo de câncer que for. A partir daí, fazemos uma entrevista com ele, uma conversa mesmo, para saber qual a necessidade que ele busca suprir através do Acreditar. Fazemos uma triagem para ver no que podemos ajudar, se é alimentação, medicamento, suplemento, psicológico. Então, uma equipe voluntária vai até a casa dele, conversa com a família, para analisar a real situação e, com tudo isso, a gente começa a ajudá-lo naquilo que ele realmente precisa. Não significa que vamos fornecer tudo para ele, a gente atende o que o doente realmente esteja precisando. Porque tem gente que procura o Acreditar para que seja ajudado em tudo e, muitas vezes, ele está precisando apenas de ajuda psicológica, por exemplo.

E nos casos terminais, como o grupo trabalha?
Quando a família procura o Acreditar num estágio muito avançado da doença, não tem muito o que fazer. Então, trabalhamos mais o emocional, o paliativo. A gente tenta minimizar o sofrimento de modo que melhore a qualidade emocional de todos os envolvidos. Não há muito o que ser feito.

De onde vem a sua dedicação ao Grupo Acreditar?
Meu marido já era aposentado e eu já estava me aposentando e querendo fazer algum trabalho social pelas pessoas. Ajudamos o Centro Espírita com um trabalho que eles faziam com as mães solteiras, dando assistência para estas mães e, posteriormente, me convidaram para participar do Grupo Acreditar, para conhecer o trabalho. Então, a Mara Faustino me chamou por causa das feirinhas de artesanato que participávamos e ela falou do grupo. Fui com a Marisa, participamos das primeiras reuniões e percebi que o grupo estava mais focado. Então, fui ficando e fiquei. Deu tão certo que, desde a primeira chapa, onde a Andreia seria a presidente e eu sua vice, mas por conta das eleições municipais, onde a Andreia foi candidata, estou na presidência do Grupo Acreditar desde então.

E como é encarar uma doença dessas? Digo, como é ajudar uma família com câncer?
Sou uma pessoa bastante tranquila e muito prática, não entro muito no âmbito emocional. Consigo lidar bem com a situação, não trago para mim, fico sentida, não tem como, mas não trago para mim. Assim, consigo separar melhor a questão do assistencialismo, da ajuda de fato, da questão emotiva, se não a gente adoece junto e a coisa não anda. Na verdade, como eu trabalho mais na parte administrativa, não me envolvo muito. No começo eu ajudava levando o remédio, a cesta básica para a família e, quando a gente vai se envolvendo, a gente começa a ver o câncer se alastrando e começamos a nos sentir impotentes diante da doença. 

Eu pergunto, porque quando o doente busca o Grupo Acreditar, até mesmo pelo nome do grupo, ele busca acreditar que vocês vão resolver os problemas dele. Não é por aí?
Quando eles nos procuram, a gente já fala que vamos dar todo apoio que ele precisar, mas que não somos os profissionais da saúde que vão tratar a doença deles. No começo, a gente queria até ir além, mas não podemos, não somos profissionais para tratar a doença, então focamos no apoio ao doente, através de atenção emocional e do que ele precisa para continuar o tratamento.

Do que vive o Grupo?
Do bazar, de almoço, feirinhas, eventos que participamos e doações de pessoas parceiras.

Atualmente, quantos são os assistidos?
Hoje são 80 pessoas que atendemos e, destas, a metade estão recebendo atenção especial pela gravidade da doença.

Qual a previsão da conclusão da sede?
Dividimos a obra em três etapas. A primeira parte visa o atendimento e o bazar, a segunda a nossa cozinha, pois, futuramente, pretendemos depender das nossas comidas para vender também e a terceira parte é o social dos assistidos, através de salas para os profissionais da saúde possam ir lá atendê-los. A primeira parte está prevista para terminar em 3 a 4 meses. Quem está cuidando diretamente da obra é o meu esposo Luiz e a Michele que toma conta do financeiro do Grupo. Sem eles o Grupo Acreditar não seria o que é hoje, disso eu tenho certeza.

O que a pessoa precisa fazer, quando descobre que está com câncer?
Particularmente, acho que a primeira coisa é assumir e aceitar que está com câncer e botar uma coisa na cabeça: isso não é meu, eu não nasci com isso e vou me livrar disso. Não se entregar, mudar o foco do pensamento. Nem todo câncer mata, então, antes de achar que vai morrer no primeiro diagnóstico, busque saber o tipo e o tratamento para o seu câncer, aceite esta nova etapa e acredite que vai passar por este tempo da melhor maneira possível, por mais difícil que seja. Viva bem este tempo.

Para finalizarmos, no que o Grupo Acreditar acredita?
Acredita na possibilidade de fazer a diferença na vida das pessoas.


Sonia Ap. Gadoti Servelin, Michele Corrêa, Denise Franguelli Haiashida e Luiz Haiashida, a frente do Grupo Acreditar


Quem quiser fazer doações em dinheiro, pode fazer diretamente na sede ou por depósito bancário, através da conta: 
Banco do Brasil - Ag. 0970-9
Conta -107.880-1.

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